quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Conselhos errados que as pessoas dão: nunca desista dos seus sonhos



Muitos de nós crescemos ouvindo apresentadores de TV, cantores, personagens de programas infantis e toda espécie de espalhadores profissionais de clichês repetindo à exaustão o mantra: “nunca desista dos seus sonhos”. Há variações, como “persiga os seus objetivos até o fim” ou “tenha fé, que um dia você vai chegar lá”.  Como sempre, sabemos que a intenção é boa – e é importante receber encorajamento desse tipo. Mas é preciso ser racional e equilibrado. Não queremos destruir o sonho de ninguém, mas a ciência nos insta a dizer: nem sempre você vai alcançar os seus objetivos e é preciso aceitar isso. Senão, corre o risco de se tornar um velhinho ranzinza e amargurado.
Séries e filmes vivem explorando a figura do velhinho ranzinza, como Shit my Dad Says e Up. Personagens assim fazem sucesso e parecem divertidos na cultura pop, mas vamos combinar que ninguém curte se imaginar virando um desses na vida real. A amargura na idade avançada não é um comportamento normal que acontece com todo mundo, e sim um indício de depressão. Um estudo da Universidade de Colúmbia Britânica feito pelos psicólogos Erin Dunne e Carsten Wrosch sugere que, no geral, uma das principais causas do mau-humor é essa coisa de perseguir incansavelmente um objetivo que você nunca será capaz de alcançar.
A boa notícia é que dá para evitar que nós nos tornemos velhinhos e velhinas ranzinzas no futuro se mudarmos a forma como encaramos as coisas desde já. E a principal delas envolve o que os pesquisadores chamaram de “desengajamento objetivo”, ou a decisão de abrir mão de certas metas quando for o caso. O pesquisador Carsten Wrosch deu dicas nesse sentido para o site TheAtlantic.com. Listamos algumas delas:
1. Assuma a responsabilidade pelos seus próprios erros.
Segundo Wrosch, a amargura é consequência de experiências ruins (como falhas, decepções ou fracassos) que são considerados fora do controle. A pessoa se sente vítima do mundo e acha que é impotente frente às situações. Quando reconhecemos que a culpa por coisas assim terem acontecido às vezes é nossa, podemos nos sentir arrependidos e tristes por um tempo – o que é normal, mas passa e, se permitirmos, acaba nos ajudando a tomar decisões melhores no futuro. (Desde que você não pese a mão na autocrítica e comece a se condenar eternamente, como já dissemos anteriormente) Já quando jogamos a culpa em outra pessoa, podemos sentir uma raiva e/ou amargura que vai se acumulando com o tempo.
2. Se você falhou em um objetivo, seja razoável e avalie suas reais chances de conseguir alcançá-lo antes de decidir tentar de novo.
É preciso ser realista. É claro que, muitas vezes, vale a pena persistir em um objetivo e tentar muitas outras vezes até consegui-lo. Passar no vestibular, conseguir uma promoção ou arranjar um emprego em uma área que você deseja pode exigir esforço e muitas tentativas fracassadas antes. Afinal, essas coisas não são fáceis. Mas pode haver ocasiões em que não há muito o que fazer – e a melhor opção é desistir. Caso contrário, o preço a se pagar é a amargura.
3. Se o seu objetivo é pouco realista, parta para outras metas.O “desengajamento” pode poupar você do fracasso recorrente e das emoções negativas que vêm associadas a isso. Pesquisas mostram que isso tem sido associado a níveis mais baixos de hormônios relacionados ao estresse e menos relatos de problemas de saúde. Mas que fique claro: isso não significa viver por aí sem objetivo – significa estabelecer novas metas. Fazer isso, por sua vez, promove níveis mais elevados de emoções positivas nas pessoas.
4. Se você já costuma culpar outras pessoas, faça as pazes com elaAlém de tomar a responsabilidade pelas coisas que você faz e parar de culpar outros, é importante também fazer as pazes com a pessoa que você costuma culpar pelas suas derrotas. Muitas vezes, você vai precisar delas para resolver o problema (como em um casamento em crise, que necessita do trabalho de ambos os cônjuges para dar certo).
Nota: A amargura também pode ser resultado de algum estresse pós-traumático. Nesse caso, a pessoa se sente intensamente injustiçada e impotente e aí é necessário procurar ajuda psicológica.
Por Ana Carolina Prado
Blog Super Interessante

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A boa rede profissional

Pesquisadores mostram que os relacionamentos profissionais mais úteis também são os mais sinceros
MARCOS CORONATO 
ENREDADA Marcia Costa, executiva de vendas e empreendedora. Para ser bem tratada pela rede de contatos, ela se diz sempre disposta a servir (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Quando ouve falar em fazer networking, você pensa no comportamento interesseiro de quem vê os conhecidos como meras fontes de favores? Ou imagina que isso é coisa de quem coleciona compulsivamente cartões de visita e quer catalogar o maior número possível de pessoas? As duas opções podem estar erradas. Cultivar os relacionamentos do jeito certo exclui a atuação calculista, o vício em trabalho e a obsessão em conhecer gente demais, revela uma pesquisa recente. Prepare-se para reavaliar sua rede de amizades profissionais.
Se vale ou não a pena esquentar a cabeça com a rede de contatos profissionais, e como fazer isso, virou uma arena de palpites nos últimos anos. Não faria mal à saúde mental pensar em trabalho fora do expediente? Seria bom conhecer mais pessoas ou só gente importante? O fato de alguém ser simpático me dá o direito de pedir favor? Dois pesquisadores americanos resolveram abordar o assunto com método científico. O professor de negócios Rob Cross, da Universidade da Virgínia, e o pesquisador Robert Thomas, da Accenture, enviaram questionários a mais de 2 mil profissionais em cerca de 300 companhias e concentraram-se nos hábitos sociais dos 20% mais bem-sucedidos. A grande vantagem do estudo é ter definido como “bem-sucedido” quem apresenta bom desempenho na carreira e também relata estar de bem com a vida. Aqueles que subiram na carreira como foguetes mas sacrificam a saúde e a vida extra trabalho foram considerados, na pesquisa, malsucedidos. No final, os pesquisadores se concentraram em 150 profissionais bem-sucedidos no sentido amplo, a fim de aprender como eles cuidam da rede de contatos.
Eles concluíram que os bem-sucedidos não têm redes muito maiores que a média nem especialmente recheadas de nomes poderosos. Em comum, esses profissionais cultivam relacionamentos reais. Em vez de perseguirem os poderosos atrás de cartões de visita, tentam aproveitar as relações que já existem e torná-las mutuamente benéficas.
As redes dos bem-sucedidos são diversificadas. Incluem gente de outros setores de atuação, de formações e idades variadas e níveis hierárquicos distintos. Elas também misturam contatos do tipo mais amigável, que oferece apoio, aconselhamento e influên­cia, e do tipo mais questionador, que critica, mostra desafios, novas ideias e pontos de vista diferentes. Note que um contato amigável pode ser um ex-chefe, e um contato questionador pode ser um grande amigo, o marido ou a mulher. Redes concentradas demais em gente influente ou grandes demais não chegaram a bons resultados. Os bem-sucedidos também têm gente de perfis diversificados no núcleo da rede, um grupo de 12 a 18 pessoas em média, com quem o profissional tem interação frequente e em quem deposita mais confiança. “Chegamos a conceitos abrangentes, que funcionam em várias culturas e diversos setores da economia”, afirma Rob Cross, da Universidade da Virgínia.
Uma rede bem cultivada não é coisa de bitolados no trabalho por motivos bem simples: ela se apoia em relacionamentos reais e torna seus participantes mais inteligentes. “Os relacionamentos autênticos formam um capital social precioso, que permite troca de informações, oportunidades e apoio”, diz o consultor José Augusto Minarelli, autor de livros sobre o tema. Marcia Costa, executiva de vendas de software e empreendedora, diz que coloca esses ensinamentos em prática. “Não penso no nível hierárquico das pessoas. Gosto que todos se sintam prestigiados, do porteiro ao presidente”, diz. “Agia assim por educação, depois percebi que era bom para a vida profissional.” Além da personalidade extrovertida, ela tem método. Não abandona contatos quando muda de emprego, organiza encontros pessoais regularmente com as pessoas com quem tem mais afinidade, transita por círculos diversos e se dispõe a ajudar quem pede (leia no gráfico como ela administra a rede e o que dizem os pesquisadores). Os relacionamentos bem cultivados a ajudaram a receber uma oportunidade de trabalho numa área em que tinha pouca experiên­cia anterior, a fechar grandes contratos de vendas e a ser convidada para abrir um negócio, a consultoria de gestão de vida pessoal Bespoke. Você pode até não usar a palavra networking – mas sua vida fica melhor se aplicar esse conceito direito.   

Clique na imagem para ampliá-la (Foto: Reprodução)
Fonte: Revista Época-Vida Útil 16/09/2011 22:h15

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Como investir em imóveis para obter uma renda mensal


Para quem tem muito dinheiro, os galpões logísticos viraram uma excelente opção; flats voltam a atrair investidor com menos recursos

Galpão da GR Properties em Jundiaí:
retorno de 1,16% ao mês para investidores


São Paulo – Não são poucos os brasileiros que compram imóveis para garantir uma renda mensal ao longo dos anos. A principal dificuldade enfrentada por essas pessoas é escolher um imóvel que seja rentável para o proprietário e atrativo para os inquilinos durante décadas. No mercado imobiliário, o que mais se repete é que os imóveis comerciais costumam ser um melhor negócio que os residenciais para os investidores por dois motivos: 1) é possível fechar contratos de locação com prazos mais longos de duração; e 2) empresas geralmente pagam mais do que pessoas físicas, seja em restaurantes, hotéis ou ao alugar escritórios.

Mesmo apenas dentro do universo de imóveis comerciais, ainda há uma infinidade de opções para os investidores. Algumas delas, como a compra de salinhas comerciais, já não são mais consideradas decisões atrativas de investimento devido aos altos preços do metro quadrado.

Para entender onde ainda existem oportunidades, EXAME.com conversou com Guilherme Rossi Cuppoloni, sócio da GR Properties e um dos filhos de João Rossi, controlador da Rossi, uma das maiores incorporadoras do país. A GR Properties se especializou na incorporação de imóveis geradores de renda como condomínios de galpões logísticos, escritórios comerciais em bairros afastados e edifícios residenciais semelhantes a flats, mas não atua com shoppings, hotéis ou lajes corporativas. Leia a seguir os conselhos de Guilherme Rossi a quem planeja investir em imóveis para ter uma renda mensal:

Considero que os galpões industriais são a melhor opção para o investidor que planeja ter um imóvel perto de São Paulo. Esses galpões oferecem uma solução logística para as empresas, que precisam lidar com as restrições impostas para o tráfego de caminhões na cidade durante o dia. Não tenho dúvida que para essas companhias, o aluguel é a melhor opção. Comprar um terreno e montar um galpão próprio prejudica o balanço delas. A empresa empata um dinheiro que deveria ser aplicado na operação. Então existe demanda por esse tipo de imóvel.

Para o proprietário, a principal vantagem dos galpões é a rentabilidade. A GR Properties construiu um galpão logístico em Jundiaí que começou a ser locado há quase um ano. Reunimos 21 investidores e cada um colocou cerca de 3 milhões de reais no negócio. Hoje todos os espaços estão alugados. Os 60 milhões de reais investidos para erguer o imóvel permitiram uma geração de caixa mensal de cerca de 700.000 reais em aluguéis. É um retorno bruto de 1,16% ao mês – ou mais ou menos 1% descontados os impostos e as despesas administrativas.

É por isso que acho que os galpões são melhores investimentos que os escritórios de alto padrão, por exemplo. Em São Paulo, o retorno é maior. A escassez desse tipo de imóvel pode ser medida em números. Há um estoque total de cerca de 7 milhões de metros quadrados em galpões logísticos no Brasil enquanto que no México há existem milhões de metros. O estoque deles é mais do que seis vezes maior. Então temos aqui um cenário em o proprietário dá o preço para o aluguel – o melhor dos mundos para qualquer investidor.

Não estou dizendo que isso também não acontece com as lajes corporativas. Há tanto escassez de escritórios de alto padrão no Rio e em São Paulo quanto de galpões. A diferença é que há um número bem maior de lajes corporativas previstas para serem entregues nos próximos anos. Já os aluguéis dos galpões são e devem se manter atrativos. Como os atuais contratos são indexados ao IGP-M, esse rendimento tende a subir nos próximos anos. Se o preço dos imóveis continuar a subir, o investidor também sai ganhando – ainda que não seja possível contar com isso indefinidamente.

Em relação às salinhas comerciais, as vantagens dos galpões são ainda maiores. Esses pequenos escritórios são mais difíceis de alugar. Se a empresa precisa de 200 metros quadrados em um prédio com centenas de salinhas de 40 metros, tem que juntar cinco inquilinos com imóveis contíguos. É raro haver alguém para organizar isso. Então é provável que o contrato não seja fechado. Também não há uma estrutura de pós-venda para ajudar os investidores a conseguir inquilinos. Por último, é difícil de conseguir a adesão da maioria dos proprietários para realizar reformas e manter os imóveis competitivos.

O principal risco de qualquer imóvel comercial é a vacância. Como os galpões logísticos geralmente incluem poucas unidades, eu mesmo ajudo os investidores a conseguir inquilinos. Dou assessoria para o fechamento do primeiro contrato de locação sem cobrar nada a mais por isso. O outro risco é o de liquidez. Então também ajudo quem decide vender seu galpão a encontrar um comprador. Dos 21 proprietários de Jundiaí, cinco já se desfizeram do negócio em transações fechadas rapidamente.

Antes de entrar em um negócio como esse, o investidor deve ficar atento à reputação do incorporador. No momento em que os recursos são captados, a empresa só terá um projeto, as licenças de construção necessárias e um terreno onde talvez já esteja sendo feita a terraplanagem. O investidor precisa escolher uma empresa com bom histórico de entrega dos projetos prometidos para correr menos riscos.

Se fizer uma boa escolha, o investidor será recompensado. Quem compra um galpão no estágio inicial de construção pode obter um retorno mais alto lá na frente. Só consegue 1,16% de retorno quem compra primeiro o projeto. Quem entra nesse negócio quando o galpão já está pronto e com um inquilino dentro provavelmente vai obter algo mais próximo a 0,7% ou 0,8% do investimento em aluguéis mensais.

Outra coisa que todo investidor precisa olhar é a localização do empreendimento. É preciso estar perto de São Paulo. Mas em locais como o Rodoanel, por exemplo, acho que os preços ficaram inviáveis. Os terrenos estão caros demais. Então o preço de locação também será salgado para a empresa, o que eleva o risco de vacância. Pelo que tenho visto e feito, é mais inteligente comprar um terreno um pouco mais afastado da capital para depois cobrar um aluguel bem atrativo para a empresa. Foi por isso que decidimos construir em Jundiaí e que devemos entregar outros dois galpões industriais em Campinas , um deles ainda neste ano.

Para quem não pode colocar 3 milhões de reais em um imóvel, acho que os imóveis parecidos com flats podem ser um bom negócio. Esses imóveis estavam com preços muito interessantes há quatro ou cinco anos. Quem aproveitou muito bem a oportunidade para comprá-los a preços baixos foi o fundo imobiliário hotel MaxInvest [que, somente neste ano, já rendeu mais 58%]. Eles compraram a maioria dos flats de alguns edifícios, se tornaram síndicos do prédio e aprovaram reformas que tornavam esses imóveis atrativos para os inquilinos. O problema de alguns flats é que os prédios são velhos e necessitam de algum tipo de revitalização. Como venceram esse problema, eles estão ganhando um bom dinheiro.

Do ponto de vista do investidor, um ponto negativo dos flats é que os custos do condomínio costumam ser muito altos. O inquilino muitas vezes paga 3.000 reais por mês, por exemplo, mas só 1.500 reais chegam ao bolso do proprietário. O resto paga as despesas do prédio. Para driblar esse problema, a GR Properties vai lançar dois empreendimentos residenciais para locação, um na Vila Madalena, em São Paulo, e outro no bairro do Cambuí, em Campinas.

A ideia é que os edifícios tenham uma estrutura de serviços bem mais simples do que a que normalmente é oferecido em flats. Não será feita limpeza todos os dias, por exemplo. Teremos uma empresa terceirizada para prestar esse serviço duas ou três vezes por semana. Dessa forma, o custo mensal do condomínio será mais baixo, e mais dinheiro chegará ao bolso do investidor.

Fonte: Exame

sábado, 27 de agosto de 2011


Dia do Corretor de Imóveis
27 de Agosto

Quem é que presta um inestimável serviços a todos aqueles que estão em busca de moradia, que procuram um escritório para trabalhar ou investir: claro que é o corretor de imóveis. Ele é o profissional que ajuda todos aqueles que tem necessidade e não tem tempo ou habilidades para encontrar o negócio perfeito.
Dia 27 de agosto comemoramos o dia do corretor de imóveis.
E essa comemoração é partilhada com o Legislativo, porque, foi nessa data que, em 1962, foi assinada a Lei nº 4.116, que "dispõe sobre a regulamentação do exercício da Profissão de Corretor de Imóveis".
O corretor é um profissional pronto para compreender as suas necessidades. Cada vez mais qualificado, ele vai usar seus conhecimentos para orientá-lo, fornecer com clareza informações precisas e alertá-lo sobre qualquer possível risco, tornando a negociação mais segura.
Comprar ou vender um imóvel é um passo muito importante. Sempre consulte um corretor de imóveis.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Salão do Imóvel em Goiânia - Participem!


Salão do Imóve de Goiás - de 25 a 28 de agosto no Deck Park 1 do Shopping Flamboyant, em Goiânia.... Participem!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

5 competências que ajudam a crescer na carreira

Como desenvolver 5 características necessárias para se construir uma carreira de sucesso
Conteúdo do site NOVA
Mulher no trabalho
Competência emocional no trabalho: você tem?
Foto: Dreamstime

Continua planejando chegar ao topo? Ser inteligente e esforçada não basta. É o equilíbrio emocional que vai ajudá-la a crescer na carreira e se tornar a estrela do seu grupo. Comece já a desenvolver as cinco competências para uma líder bem-sucedida, ensinadas no livro Trabalhando com a Inteligência Emocional (Editora Objetiva), do expert em emoções Daniel Goleman.

1. Autopercepção: a voz interior
Pessoas com essa capacidade sabem que emoções estão sentindo e por quê. Não são nem críticas nem otimistas demais. Percebem como seus sentimentos afetam o próprio desempenho profissional. Se, por exemplo, não conseguem trabalhar direito sob a pressão de prazos apertados, planejam o tempo de modo a acabar as tarefas com alguma antecedência. O autoconhecimento dá a você uma melhor compreensão dos seus valores e objetivos. Por isso, é capaz de recusar uma oferta de um emprego financeiramente tentador, mas que não se encaixa com seus princípios ou objetivos a longo prazo.

2. Autocontrole: emoções positivas
Não conseguimos eliminar os impulsos que acionam nossas emoções, mas podemos domá-los. É aquela voz interior que nos impede de sermos escravos de nossos sentimentos. As pessoas desse grupo têm crises de mau humor e abalos emocionais como todo mundo, mas encontram meios de controlar isso e até canalizar para uma rota útil. Não saem do eixo mesmo em momentos difíceis e se mantêm concentradas sob pressão.

3. Motivação: vontade de melhorar sempre
A palavra-chave é realizar. Mais do que fatores externos, como salário e status, os verdadeiros líderes sentem o desejo de fazer algo pelo prazer de agir. O primeiro sinal dessa motivação é a paixão pelo trabalho. Você busca desafios criativos, adora aprender e se orgulha das coisas bem-feitas que produz? Também demonstra uma energia incansável para agir melhor? Quem tem esse perfil não se acomoda. É persistente e disposto a experimentar novas formas de executar o mesmo trabalho. Se você luta para jogar sua curva de eficiência lá para o alto, terá o mesmo empenho em relação à empresa quando ocupar um cargo de chefia.

4. Empatia: consideração com os outros
Não tem nada a ver com adotar as emoções dos outros como se fossem suas nem tentar agradar a todo mundo. É considerar os sentimentos dos colegas, entre outros fatores, ao agir e tomar decisões. Um líder empático sente e entende os pontos de vista de todos que estão sentados à volta da mesa e os dirige para um consenso.

5. Habilidade social: a aptidão para unir forças
Não se trata apenas de ser amigável e simpática, embora os profissionais desse grupo raramente sejam pobres de espírito. É a aptidão para influenciar pessoas de modo positivo, comunicar-se convincentemente, negociar de modo a aliviar conflitos e recrutar um batalhão se for preciso para levar as mudanças a cabo. É a habilidade social que permite ao líder pôr sua inteligência emocional em ação, não ficar só na boa intenção.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Momentos de fluir

Por Nicolai Cursino


Todos nós já tivemos momentos de “fluir” em nossas vidas. Momentos onde estamos tão intensamente presentes e plenos que é como se não existisse o tempo. Como se não houvesse ruídos e que o que estamos fazendo naquele exato momento, por mais impressionante e difícil que possa parecer aos outros, para nós é fácil e intuitivo. Não é preciso pensar.

Airton Senna comentou várias vezes sobre um estado tal de concentração que atingiu em suas melhores performances, que chegou a sentir que ele e o carro eram a mesma coisa. Extensões de seus braços e suas pernas. Ao olhar o Pelé jogar, às vezes parece que fazer tudo aquilo que impressiona tanta gente é a coisa mais fácil do mundo.

Eu tenho muitos clientes de coaching e alunos em nossos programas de treinamento que vêm com as mesmas questões. “Que carreira me faz feliz?”, “O que eu deveria fazer profissionalmente?”, “Sei que não estou feliz com o que faço, mas não sei o quê me faz feliz..”.

Um dos exercícios que peço para que eles façam logo de cara, é encontrar alguns momentos de fluir que tiveram em suas vidas. É um exercício bem simples. Basta apanhar quatro papéis sulfite em branco e colocar em cada um deles um dos títulos: família, amigos, lazer, trabalho.

Em seguida comece pela família. Feche os olhos, respire profundamente por várias vezes, e deixe aparecer intuitivamente uma lembrança de um momento de sua vida que você esteve em família. Pode ser há pouco ou muito tempo atrás. Um momento onde você se sentia completamente pleno, como se o tempo não existisse e tudo estivesse perfeito.

Enquanto revive este momento em seus mínimos detalhes, preste atenção no que você vê, no que ouve, o que pensa e o que sente. O que mais chama a sua atenção neste exato momento? Pergunte-se: “O que neste momento o torna tão especial?”. “Que coisas importantes eu tenho aqui?”. “Que valores meus eu estou vivendo aqui?”.

Alguns segundos depois abra os olhos, e comece a escrever intuitivamente tudo o que vier à cabeça como resposta a essas perguntas. Palavras, frases, expressões. Não há nenhuma necessidade de ordem ou de isso fazer sentido. Escreva tudo isso, sem pensar ou analisar, rapidamente, no papel com o título: família.

Feito isso, deixe-o de lado e repita exatamente a mesma coisa para um momento entre amigos. Esta memória poderá ser em um local e com uma idade completamente diferentes. Lembre-se de fazer as perguntas com os olhos fechados, ainda imersos na lembrança. E ao abrir aos olhos, dispare intuitivamente a escrever.

Após repetir a mesma coisa para lazer e trabalho, você pode dar uma volta e se distrair um pouco antes de voltar a olhar estas folhas. Coloque-as uma ao lado da outra e comece a circular as palavras e as expressões que se repetem em pelo menos duas delas. Em mais destaque aquelas que se repetem em pelo menos três folhas. Em destaque ainda maior se houver alguma coisa que pareça se repetir nas quatro folhas.

O que isso diz a respeito de você? O que parece se repetir nos seus momentos de felicidade plena, não importa quais e com quem seja?

Tome suas próprias conclusões. Estas coisas se repetem também no trabalho que você tem hoje? Na sua vida em família, no seu relacionamento? Se não, o que precisaria ser feito para ter mais disso tudo em cada área da sua vida?

É um exercício simples e lindo. Faça e escreva para nos dizer como foi. Pode ser no twitter (nicolai cursino) ou no e-mail. Depois das suas conclusões, vai haver mais dicas sobre os próximos passos.

Um grande abraço e uma excelente semana!

*Nicolai Cursino é consultor, treinador e palestrante em desenvolvimento humano e liderança, com foco no crescimento sustentável das pessoas e das empresas. Sua atuação abrange América Latina, Estados Unidos e Europa. É sócio-diretor da Iluminatta Brasil Desenvolvimento Humano.
Fale com ele escrevendo para:
nicolai@iluminattabrasil.com.br

www.iluminattabrasil.com.br


Fonte:Momentos de Fluir – Nicolai Cursino - Jornal Carreira e Sucesso