quinta-feira, 17 de março de 2011

IGPM. Porquê usá-lo.

Por voce/sa em 15/03/11


Esse post surgiu de um e-mail enviado pelo leitor e amigo Marcos Silvestre que me perguntou o que eu achava do IGPM ser o índice de correção de contratos mais adotado pelas empresas de serviços.
Julgo que o IGPM é o índice mais adequado para reajuste de contratos de empresas de serviços pois esse é o indicador que melhor reflete as oscilações de preços em diferentes estágios do processo produtivo e de consumo. Isso deve-se ao fato do IGPM ser uma “derivação” do Índice Geral de Preços que tem em sua composição:
- Índice de Preços no Atacado (IPA) – que mede a variação de preços no atacado antes do produto chegar ao consumidor final. Esse índice reflete entre outros as oscilações de ganho ou perda de margem dos atacadistas.
- Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) – que mede a variação de preços para famílias que recebem entre 1 e 40 salários mínimos. O IPCA reflete as movimentações nos custos com alimentação, transportes e comunicações, despesas pessoais, vestuário, habitação, saúde e artigos de residências.
- Índice Nacional da Construção Civil (INCC) – que mede as oscilações de custos em construções, que subdividem-se em construções residenciais e obras públicas de infra-estrutura.
Pela característica básica de conter dentro de si outros índices, e por conseqüência ter uma abrangência de escopo muito maior, entendo que o IGPM reflete melhor a oscilação de custos corporativos do que qualquer outro índice.
Adicionalmente a esses pontos, temos também que considerar que o IGPM é o indicador mais utilizado pelo mercado corporativo, servindo de base para o reajuste de diversos contratos de insumos assumidos por empresas de prestação de serviços. Isso faz com que essas empresas tenham que reajustar os contratos de venda no mesmo índice que os contratos de compra são reajustados de forma a manter o equilíbrio financeiro dos contratos comerciais. Isso cria uma circulo vicioso que reforça cada vez mais o IGPM como o índice mais usado pelo mercado corporativo.
Espero ter sido claro.
Fabio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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